O ativista cristão e conservador Charlie Kirk, de 31 anos, morreu nesta quarta-feira (10) após ser baleado enquanto participava de um evento estudantil na Universidade Utah Valley, nos Estados Unidos. Kirk era uma das figuras mais conhecidas do movimento jovem conservador americano, fundador da organização Turning Point USA, e deixou esposa e dois filhos.
De acordo com as autoridades locais, um único tiro interrompeu o encontro, que reunia milhares de estudantes em Orem, Utah. Ele chegou a ser levado ao hospital por seguranças particulares, mas não resistiu. Um suspeito chegou a ser detido e liberado em seguida, e o caso segue sob investigação federal.
Filho de um arquiteto, Charlie Kirk cresceu em Chicago e ainda no ensino médio descobriu o interesse pela política conservadora. Após não ser aceito pela Academia Militar de West Point, decidiu dedicar-se integralmente ao ativismo. Aos 18 anos fundou a Turning Point USA, organização que hoje está presente em milhares de universidades e escolas americanas.
Evangélico declarado, Kirk usava sua fé como base de seus discursos. Falava com frequência sobre valores familiares e defendia que a juventude universitária deveria se firmar em princípios cristãos. Além da atuação em eventos, ele escreveu livros, apresentou o programa de rádio The Charlie Kirk Show e comandava um dos podcasts mais ouvidos do país.
Relação com Trump e destaque internacional
Kirk ganhou projeção ao se aproximar do então candidato Donald Trump em 2016. Nos anos seguintes, tornou-se presença constante em eventos republicanos e colaborador próximo da família Trump. O ex-presidente lamentou publicamente sua morte, chamando-o de “lendário” e determinando que bandeiras fossem hasteadas a meio mastro.
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Em 2023, Kirk também abriu espaço em seus programas para políticos conservadores de fora dos EUA, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado Eduardo Bolsonaro, por exemplo, prestou homenagem a ele nas redes sociais.
Apesar das polêmicas ligadas a temas como porte de armas e críticas à esquerda americana, Kirk era reconhecido por atrair multidões e mobilizar jovens em torno do conservadorismo cristão. Sua morte, durante um evento ao ar livre, interrompeu uma turnê nacional que estava apenas começando.